segunda-feira, 21 de maio de 2012

Produções de melão e cebola duplicam com tecnologias da Embrapa


Uma safra de melão, cultivado com recursos técnicos pesquisados na Embrapa Semiárido, foi o bastante para seu Edvaldo Barbosa da Silva retomar o gosto pela agricultura. A colheita de mais de 41 t/ha, bem acima das 15 t/ha que costumava colher em sua propriedade em Novo São Gonsalo, zona rural de Sobradinho (BA), fez com que abandonasse o desejo de arrendar a sua propriedade, desestimulado que estava com os prejuízos que vinha acumulando ano a ano.
 
Com ânimo parecido está o agricultor Damião Edimilson Gomes, do Sítio Chapadinha, também em Sobradinho (BA). Na sua propriedade, com a colheita ainda em andamento, ele já contava acondicionar toda a produção da cebola em mais de 900 sacos/ha. Para quem tirava da sua roça “uns” 500 sacos, ver essa quantidade quase que duplicada é um resultado e tanto.
 
Para alcançar essas boas safras, Edvaldo e Damião levaram para suas propriedades inovações técnicas e práticas de manejo – a exemplo de irrigação por gotejamento, fertirrigação e adubação com base em análise do solo – num trabalho experimental de transferência de tecnologia patrocinado pela Embrapa Semiárido e a Chesf.
 
Os resultados alcançados animaram os dois agricultores a expandirem suas áreas de plantio. Por sua vez, as instituições recorrem a eles para realizar treinamentos e cursos que estimulem outros agricultores dos municípios onde Embrapa e Chesf executam o projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA”.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Associação faz primeira seleção de peixes por tamanho em tanques-rede do Projeto Lago de Sobradinho

Associado da Boa Pesca faz repicagem de peixes
A associação Boa Pesca, localizada no município de Sobradinho (BA), é uma das beneficiadas com o plano de incentivo à piscicultura, que faz parte do Projeto Lago de Sobradinho. Realizado pela Embrapa Semiárido e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o projeto oferece acompanhamento de técnicos e pesquisadores para que o cultivo de peixes seja desenvolvido de forma adequada.

Dois meses após receber os alevinos de tilápia, a associação Boa Pesca realizou a primeira repicagem, ou seja, a seleção de peixes conforme o crescimento que eles apresentaram. “O objetivo é separar os peixes por tamanho – pequeno, médio e grande – para que cresçam de forma homogênea em tanques-redes separados”, explica a pesquisadora da Embrapa Semiárido Daniela Campeche.

De acordo com Campeche, as tilápias crescem de forma heterogênea, e se essa atividade não for feita, os peixes pequenos vão ficar sempre pequenos, e os grandes sempre grandes – estes comendo maior quantidade da ração e não dando oportunidade para que os menores comam. “Isso prejudica na hora de vender, porque eles não terão um tamanho homogêneo”, complementa.

Na atividade de repicagem, os associados da Boa Pesca separaram quase 10 mil peixes. Destes, cerca de 10% eram grandes – chamados popularmente de “cabeceira” –, 60% eram médios e 30% pequenos – conhecidos como “rabeira”.  Agora eles devem crescer por mais 60 dias até que se faça uma outra e última repicagem. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Apicultura muda a vida de produtores no NE

Produtores do sertão baiano têm deixado a lavoura de lado para investir na apicultura na região da caatinga. A produção acontece o ano inteiro, mesmo no período de seca, onde eles desenvolveram uma ração, com a ajuda dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Os apicultores comemoram os resultados e já pensam na 'casa do mel', espécie de cooperativa para beneficiamento do produto.

Veja a reportagem produzida pelo Canal Rural e exibida no Rural Notícias de 27/12/2011:


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Em feira de tecnologias, estudantes se tornam pesquisadores e escola vira campo de experimentos

Aluna do colégio demonstra tecnologias para criação animal
Por dois dias, o Colégio Estadual Sete de Setembro, em Sento Sé (BA), transferiu todo o ensino para fora das salas de aula. Alunos dos cursos técnicos de Agropecuária e Agronegócio montaram uma exposição e mostraram para a comunidade a diversidade de tecnologias que podem ser usadas pelos produtores para transformar a agricultura do município.

Dedicados e animados, os estudantes fizeram plantios com o uso de mulching, de sistema de irrigação por gotejamento, por aspersão, fizeram cultivos de hortaliças com hidroponia. Também levaram para a feira questões relacionadas ao melhoramento dos rebanhos, seleção de animais e controle de doenças, que são questões essenciais para uma das principais atividades econômicas do Semiárido: a criação de caprinos e ovinos.

Para demonstrar as técnicas de criação, montaram ainda uma estrutura que simula uma fazenda de 100 hectares, dividindo os espaços necessários para o plantio de forrageiras para alimentação dos rebanhos. Rubismária Ferreira, de 23 anos, explica: “Nós mostramos às pessoas que ainda não conhecem o manejo das forrageiras como elas podem plantar e armazenar para os animais em época de seca, para que venham a ter uma caprinovinocultura de sustentabilidade.”

A Expo 7 Show – como foi batizada a feira – teve sua inspiração no maior evento realizado pela Embrapa para a agricultura familiar do sertão nordestino: o SemiáridoShow. A diretora do colégio, Adébora de Almeida Carvalho, conta que a ideia surgiu ainda dentro do ônibus, quando alunos e professores voltavam da visita ao evento que aconteceu em Petrolina (PE), de 22 a 25 de agosto.
“Eles começaram a pensar que nós poderíamos realizar algo parecido – numa dimensão bem menor – mas que a gente pudesse mobilizar a sociedade”, lembra.

A partir de então começaram os esforços para que o sonho se concretizasse. E depois de quase três meses de pesquisas, contatos e dedicação em tempo integral, enfim os alunos e o colégio estavam preparados para receber os mais de dois mil visitantes que estiveram no local.

domingo, 20 de novembro de 2011

Programação Expo7Show 2011 - Colégio Estadual Sete de Setembro


Dia 23/11 (Quarta Feira)


10:00h – Solenidade de Abertura
Mini Cursos:
v  Aproveitamento Agroindustrial do Umbuzeiro
Nilton de Brito Cavalcanti  
v  Boas Práticas para Processamento de alimentos
Raimunda Marques / José Barbosa dos Anjos
v  Derivados do Leite
Geraldo Magalhães
v  Manejo de Forrageiras
Jose Nilton Moreira / Daniel B. de Miranda
v  Manejo e Preparo do Solo
José Barbosa dos Anjos
v  Introdução ao Uso do GPS na Agricultura
Paulo Pereira da S. Filho

Palestra:
v  Uso dos Equipamentos de Proteção Individual no Campo
Silvia Muniz S. de Almeida / Orailde Aragão

Apresentações Culturais

Visita aos Estandes (das 10h às 20h)


Dia 24/11 (Quinta Feira)

Mini Cursos:
v  Aproveitamento Agroindustrial do Umbuzeiro
Nilton de Brito Cavalcanti  
v  (Continuidade) Boas Práticas para Processamento de alimentos
Raimunda Marques / José Barbosa dos Anjos
v  (Continuidade) Derivados do Leite
Geraldo Magalhães
v  Manejo de Forrageiras
Jose Nilton Moreira / Daniel B. de Miranda
v  Manejo e Preparo do Solo
José Barbosa dos Anjos
v  Introdução ao Uso do GPS na Agricultura
Paulo Pereira da S. Filho

Palestra:
v  Uso dos Equipamentos de Proteção Individual no Campo
Silvia Muniz S. Almeida / Orailde Aragão

Apresentações Culturais

Visita aos Estandes (das 10h às 20h)

Inscrições para Mini Cursos – Dia 23/11

sábado, 19 de novembro de 2011

Colégio Estadual de Sento Sé promove feira de tecnologias para a agropecuária



O Colégio Estadual Sete de Setembro, em Sento Sé (BA), tem 550 alunos matriculados. 240 deles freqüentam os cursos de Agronegócio e Agrope-cuária. Desde o início desse ano, a direção e professores junto com pesquisadores e técnicos da Embrapa Semiárido e da Chesf empreendem ações para dotar a escola de equipamentos e instalações que alie aos atuais recursos pedagógicos uma estrutura inovadora de capacitação e formação profissional dos alunos.
O resultado dessa ação conjunta pode ser vista em 23 e 24 de novembro na primeira ExpoShow – Conhecendo potencialidades e difudindo novas tecnologias em Sento Sé (BA). Organizado na área do Colégio, o evento constará de estandes, apresentações culturais, cursos que serão ministrados por pesquisadores da Embrapa Semiárido e EBDA sobre temas agrícolas, e um dia de campo sobre o manejo da cultura do melão.
Credibilidade – Além dos estudantes, a Exposhow vai receber a visita de agricultores de várias comunidades da área rural do município e que participam do projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA” executados pelo centro de pesquisa da Embrapa e a Chesf.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Produtores do entorno da barragem de Sobradinho (BA) recebem incentivo para a criação de peixes

Alevinos são colocados em tanques-rede no lago
O sonho de todos é um só: melhorar a qualidade de vida através do aumento da renda familiar. É com esse intuito que produtores dos municípios localizados na borda do Lago de Sobradinho, na Bahia, estão recebendo um incentivo especial para o cultivo de peixes.

A iniciativa faz parte do projeto "Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA", realizado em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do Vale do São Francisco (Chesf).

As atividades envolvem associações produtoras de peixes, que possuem outorga de uso da água e estão dentro do processo para obtenção do licenciamento ambiental para cultivo em tanques-rede. A intenção dessas ações é fortalecer a piscicultura na região através da melhoria dos sistemas de produção já existentes.

"As associações sabem como produzir, mas ainda não sabem, por exemplo, qual o número exato de tanques-redes necessários para que cada família possa obter um salário mínimo de renda ao mês. Eles sabem que o que tem hoje é insuficiente. Então basicamente o que nós vamos fazer é demonstrar o planejamento de atividades, a gestão e o manejo correto", explica a pesquisadora Daniela Campeche, da Embrapa Semiárido.

"A criação de peixes é um potencial na economia dos municípios, e isso nos traz um grande resultado na economia familiar", reconhece o produtor Pedro César Vieira, da associação Boa Pesca, de Sobradinho. "A expectativa é que a gente tenha uma renda futuramente, trabalhando, claro, direitinho nas orientações técnicas".