Mata ciliar é o nome que se dá à vegetação que se desenvolve às margens dos rios, riachos, córregos, lagoas ou outros corpos d'água. Ela é importante para a proteção dos recursos hídricos, pois atua como uma barreira natural, servindo como filtro, mantendo a qualidade e a quantidade das águas, além de proteger os terrenos que ficam às suas margens.
Pensando nisso, um grupo de pesquisadores da Embrapa desenvolveu uma cartilha para orientar sobre a produção de mudas nativas para o reflorestamento de matas ciliares. A produção dessas mudas é importante para a preservação dos rios, lagos e outros espaços de acúmulo de água.
O principal objetivo é oferecer ao público noções básicas sobre a produção de mudas, visando a sensibilização das populações ribeirinhas para a recomposição da mata ciliar, em especial às dos municípios baianos de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Sento Sé e Sobradinho, que fazem parte do território do São Francisco, na borda do Lago de Sobradinho.
A cartilha é mais um trabalho divulgado pelo projeto Lago de
Conhecimentos, que busca disponibilizar, em versão digital, estudos
sobre o ambiente do Lago de Sobradinho e as populações que ali habitam. Para mais informações, baixe aqui a publicação "Produção de mudas nativas para o reflorestamento de matas ciliares"
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Fortalecimento da pesca e piscicultura local depende da consolidação do desenvolvimento sustentável
Experiências realizadas pelo projeto Lago de Sobradinho comprovam que vários fatores são vitais na no fortalecimento da pesca e piscicultura local. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores analisou as ações de reestruturação da piscicultura nas cidades de Sobradinho e Casa Nova nas condições de estiagem prolongada, a partir das estratégias, práticas e resultados em relação a consolidação do desenvolvimento sustentável
Entre os pontos observados estão a capacidade de auto-organização local, a riqueza do capital social, o compromisso das instituições em garantir a utilização correta dos recursos materiais, a participação ativa do beneficiário e o sentimento de apropriação do processo pela comunidade.
A pesquisa mostra que a transformação social em bases sustentáveis não significa somente dar valor aos aspectos ditos sociais, mas também está embasada em eixos de desenvolvimento territorial. Apesar do cenário no semiárido ser de escassez de água, o projeto favorece a permanência dos piscicultores na atividade.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Dinâmicas de Desenvolvimento Territorial Sustentável: A reestruturação da pesca e piscicultura no Projeto Lago de Sobradinho na Bahia”.
Entre os pontos observados estão a capacidade de auto-organização local, a riqueza do capital social, o compromisso das instituições em garantir a utilização correta dos recursos materiais, a participação ativa do beneficiário e o sentimento de apropriação do processo pela comunidade.
A pesquisa mostra que a transformação social em bases sustentáveis não significa somente dar valor aos aspectos ditos sociais, mas também está embasada em eixos de desenvolvimento territorial. Apesar do cenário no semiárido ser de escassez de água, o projeto favorece a permanência dos piscicultores na atividade.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Dinâmicas de Desenvolvimento Territorial Sustentável: A reestruturação da pesca e piscicultura no Projeto Lago de Sobradinho na Bahia”.
sábado, 24 de novembro de 2018
Pesquisa analisa qualidade da água utilizada para irrigação em cidades no entorno do lago de Sobradinho
A água é um fator importante para minimizar os efeitos causados pela agricultura irrigada. A qualidade do líquido pode interferir na salinidade e permeabilidade do solo e toxidez às plantas. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores realizou estudo para avaliar a qualidade da água utilizada na irrigação no entorno do lago de Sobradinho. A pesquisa analisou períodos secos e chuvosos em 2012 nos municípios de Sobradinho, Casa Nova, Sento Sé e Remanso.
Ao todo, foram avaliados 26 pontos de coleta de água utilizada na irrigação. Os parâmetros analisados foram pH, condutividade elétrica, dureza, cálcio, sólidos totais, sódio, potássio, fósforo, nitrogênio amoniacal, turbidez e cloreto. A pesquisa constatou que a água do lago de Sobradinho apresenta boa qualidade no geral, apresentando limitação em alguns pontos apenas para o pH, condutividade e turbidez.
Esse diagnóstico é uma importante ferramenta para prevenir a salinização das áreas agrícolas e sua divulgação faz parte do projeto Lago de Conhecimentos, que busca disponibilizar em versão digital, estudos que geraram novos conhecimentos sobre o ambiente do Lago de Sobradinho e as populações que ali habitam.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Avaliação da qualidade da água para fins de irrigação na região de entorno do Lago de Sobradinho”.
Ao todo, foram avaliados 26 pontos de coleta de água utilizada na irrigação. Os parâmetros analisados foram pH, condutividade elétrica, dureza, cálcio, sólidos totais, sódio, potássio, fósforo, nitrogênio amoniacal, turbidez e cloreto. A pesquisa constatou que a água do lago de Sobradinho apresenta boa qualidade no geral, apresentando limitação em alguns pontos apenas para o pH, condutividade e turbidez.
Esse diagnóstico é uma importante ferramenta para prevenir a salinização das áreas agrícolas e sua divulgação faz parte do projeto Lago de Conhecimentos, que busca disponibilizar em versão digital, estudos que geraram novos conhecimentos sobre o ambiente do Lago de Sobradinho e as populações que ali habitam.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Avaliação da qualidade da água para fins de irrigação na região de entorno do Lago de Sobradinho”.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Estudo analisa cadeia produtiva do mel no entorno do Lago de Sobradinho
O território do entorno do Lago de Sobradinho desponta como uma região propícia para o desenvolvimento da apicultura por conta do pasto apícola abundante e o clima favorável para a criação de abelhas. Em mais um estudo divulgado pela série Lago de Conhecimentos, trazemos a pesquisa sobre a cadeia produtiva do mel do território da borda do Lago de Sobradinho.
Com o objetivo de identificar as potencialidades da criação de abelhas e incrementar a atividade apícola na região, o estudo busca identificar toda a cadeia produtiva, caracterizando os produtos apícolas no que diz respeito ao controle de qualidade, armazenamento, transporte e processamento e principais agentes envolvidos. A pesquisa também analisa a geração de renda da atividade para os municípios que compõem o território e identifica algumas questões relevantes para atender o mercado exportador.
Na conclusão, são apresentadas proposições que podem dinamizar essa cadeia produtiva. A pesquisa avalia que a atividade apícola na região registra menor custo de implantação e manutenção, melhor relação custo/benefício, além de apresentar um menor risco de comercialização. A produção, se operacionalizada de forma adequada, gera renda e melhora a qualidade de vida da população rural do território.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Cadeia produtiva do mel do território da borda do lago de Sobradinho, no Estado da Bahia”.
Com o objetivo de identificar as potencialidades da criação de abelhas e incrementar a atividade apícola na região, o estudo busca identificar toda a cadeia produtiva, caracterizando os produtos apícolas no que diz respeito ao controle de qualidade, armazenamento, transporte e processamento e principais agentes envolvidos. A pesquisa também analisa a geração de renda da atividade para os municípios que compõem o território e identifica algumas questões relevantes para atender o mercado exportador.
Na conclusão, são apresentadas proposições que podem dinamizar essa cadeia produtiva. A pesquisa avalia que a atividade apícola na região registra menor custo de implantação e manutenção, melhor relação custo/benefício, além de apresentar um menor risco de comercialização. A produção, se operacionalizada de forma adequada, gera renda e melhora a qualidade de vida da população rural do território.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Cadeia produtiva do mel do território da borda do lago de Sobradinho, no Estado da Bahia”.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Publicações apresentam conhecimentos visando o desenvolvimento sustentável no entorno do Lago de Sobradinho
Tendo como objetivo central promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais do entorno da Barragem de Sobradinho, o Projeto Lago de Sobradinho, desenvolvido pela Embrapa e Chesf ao longo de oito anos, realizou uma série de estudos que geraram novos conhecimentos sobre aquele ambiente e as populações que ali habitam.
Esses conhecimentos vêm sendo divulgados por meio de publicações técnicas e científicas que, a partir de agora, o Projeto disponibiliza em versão digital a todos que se interessarem em aprofundar os conhecimentos sobre os temas tratados. Os estudos foram realizados pela equipe do projeto, que envolve profissionais multidisciplinares e de diferentes instituições. As publicações abordam temas diversos, como a qualidade do solo, cultivo de melão, cebola e melancia, criação de abelhas, enriquecimento da Caatinga, produção de forragens, entre outros.
Abrindo a série Lago de Conhecimentos, trazemos um estudo sobre os impactos socioeconômicos da introdução de tecnologias de baixo custo em propriedade familiar da comunidade rural de São Bento, localizada em Remanso (BA), no território do Lago de Sobradinho.
Na unidade produtiva familiar denominada Sitio Jirau, foi implantado pela Embrapa um Campo de Aprendizagem Tecnológica (CAT), onde foram testadas tecnologias relacionadas ao manejo racional dos rebanhos caprino e ovino e a fabricação de queijo a partir do leite de cabra. Os dados estudados foram coletados por meio de diagnósticos envolvendo os aspectos agrários e agrícolas dessa propriedade e foram analisados de forma qualitativa e quantitativa no procedimento de comparatividade entre os sistemas produtivos tradicionalmente utilizados e os recomendados pela pesquisa.
O conjunto de tecnologias implantadas no CAT para dar maior suporte alimentar aos rebanhos, notadamente o caprino com aptidão para produção de leite, foram: implantação da palma orelha de elefante, da leucena, do sorgo e da gliricídia. Com referência ao processo de fabricação do queijo de leite de cabra, a atividade implementada foi a pasteurização do leite. Os resultados da pesquisa revelaram que as tecnologias introduzidas produziram significativos impactos sociais e econômicos positivos, proporcionando expressivo aumento da renda agrícola na unidade produtiva estudada e consequente melhoria na qualidade de vida do produtor.
Para mais informações, baixe aqui a publicação “Avaliação de impactos socioeconômicos de tecnologias de baixo custo em unidade produtiva familiar na comunidade rural de São Bento, no Território do Lago de Sobradinho – BA”.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Dia de campo apresenta técnicas de conservação de forragem em propriedade de Casa Nova
A estratégia de produzir e armazenar forragem, na época de chuva, para alimentar os rebanhos, no período seco, é das mais eficientes e baratas que os agricultores do Semiárido têm às mãos para elevar a produção das suas propriedades. Os cultivos de espécies que podem ser combinadas para compor a dieta dos animais e as técnicas de armazenamento por vários meses compõem iniciativas capazes de efetivar inovações tecnológicas nos sistemas agrícolas. Um exemplo foi apresentado no dia de campo realizado no dia 16 de maio, no Sítio Terra Seca, município de Casa Nova-BA, pela Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, por meio do Projeto Lago de Sobradinho
O Sítio, especializado na criação de caprinos de leite e processamento de queijo de cabra, registrou nos últimos três anos uma transformação técnica importante. Sustentada pela implantação de uma infraestrutura hídrica e forrageira, além da assistência de profissionais vinculados àquele projeto, a propriedade tem alcançado uma evolução produtiva e na renda da família a ponto de se firmar como uma espécie de referência para a agricultura local. Daí a escolha para sede do dia de campo sobre “Produção, conservação e armazenamento de forragem”.
Evolução - O evento reuniu 154 agricultores/as, técnicos/as, estudantes do curso de Agronomia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e do Colégio Sete de Setembro (Sento Sé-BA). E, de acordo com o pesquisador José Nilton Moreira, da Embrapa Semiárido, sua realização no dia 16 coroa uma sequência de capacitações e treinamentos voltados para questões relacionadas ao manejo do rebanho, orientação a respeito de raças leiteiras adaptadas ao Semiárido, produção de sementes e mudas e cultivos de espécies forrageiras como a palma, gliricídia, além de milho e sorgo.
O produtor Aldeí da Silva, proprietário do Sítio Terra Seca, relata a evolução da apropriação de novos conhecimentos e tecnologias e os impactos que foi contabilizando na produção. De início, diz, conseguia tirar 15 litros de leite por dia de 60 cabras “pé duras”, numa quantidade bastante para elaborar “1-2 kg de queijo por dia”. Depois, “a gente começou com o plantio de leucena, palma e gliricídia e o volume de leite de 30-40 litros que fez saltar a produção de queijo”.
O passo seguinte, explica, foi substituir parte do seu rebanho por cabras da raça Saanen. Assim, com animais melhorados reduziu de 60 para 40 a quantidade de animais na propriedade e registrou como resultado o total médio de 50-80 litros de leite/dia tirados em duas ordenhas, o que lhes assegura a produção de 10-12 kg de queijos diariamente. “As coisas melhoraram bastante”, afirma Aldeí.
Aldeí, 35 anos, e Regiane Reis, 32, são filhos de agricultores. Ela, por um tempo, ainda exerceu a profissão de professora do município, atuando em escola distante 30km de sua residência. Ele, que tem o ensino médio completo, atua como prestador de serviço na prefeitura. Da união de 15 anos nasceram dois filhos gêmeos, hoje com 12 anos, que ajudam em algumas atividades na propriedade.
Estações - O dia de campo foi organizado de modo a expor algumas das responsáveis pelos bons resultados com a criação pecuária na propriedade. Para permitir uma apresentação didática para os participantes, foram divididas em quatro estações: 1, preparo de solo e uso de barragem subterrânea; 2, cultivos das forrageiras mais tolerantes à seca; 3, conservação dessas forragens priorizando a ensilagem; e 4, manejo do rebanho. Em cada uma delas, além das explicações dos pesquisadores e técnicos da Embrapa, Aldei e Regiane se fizeram presentes, relatando sua experiência.
O Projeto Lago de Sobradinho é resultado de cooperação técnica entre a Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF. A sua execução é apoiada por outro conjunto de instituições de âmbitos federal, estadual e municipal, e entidades da sociedade civil, a exemplo das prefeituras municipais dos cinco municípios localizados no entorno do lago formado pela barragem de Sobradinho.
Ações futuras - O evento realizado no Sítio Terra Seca, além de pesquisadores e técnicos da Embrapa Semiárido, teve a presença do gestor do Termo de Cooperação pela CHESF, Rodolfo de Sá Cavalcanti. Com elogios à “ação educacional que melhora a produtividade dos sistemas agrícolas e assegura independência ao agricultor” destacou que é “a partir de experiências como essas que a CHESF está viabilizando a prorrogação desse projeto por mais dois anos”.
Também esteve presente o representante do Departamento de Meio Ambiente da CHESF, Nevio Cichelero Spadoa, que monitora o Termo de Cooperação também com a Embrapa Semiárido: Eólicas de Casa Nova. A CHESF também está envidando todos os esforços para, ainda esse ano, dar início ao Projeto Lagos do São Francisco, em conjunto com a Embrapa Semiárido, e que irá expandir a ação de desenvolvimento das instituições a mais 12 municípios de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Pesquisa avalia impactos socioeconômicos da implantação de tecnologias de baixo custo em unidade familiar
Na comunidade de São Bento, zona rural do município baiano de Remanso, já são mais de 5 anos que as chuvas ocorrem abaixo da média e antecipam a seca das plantas que, sem folhas, reduzem a muito pouco a capacidade de suporte forrageiro da Caatinga na alimentação dos rebanhos. Em muitas propriedades, as baixas ou até mesmo perdas totais das produções nesse período fizeram crescer a renda derivada de atividades não agrícolas, como é o caso das aposentadorias, no sustento dos agricultores e de suas famílias. Não foi o que aconteceu, no entanto, no Sítio Jirau.
Desde 2010, os proprietários do sítio – o casal Ranulfo Lopes de Almeida e Maria das Graças Gomes de Almeida – fazem parte de um projeto de transferência de tecnologia realizado pela Embrapa Semiárido em parceria com a Chesf que abrange tanto a agricultura de sequeiro como a irrigada. O trabalho foi desenvolvido por meio de Campos de Aprendizagem Tecnológica (CATs), uma espécie de espaço pedagógico para experimentações técnicas individuais e comunitárias. Durante o projeto, foram implantadas culturas como palma Orelha de Elefante, leucena, sorgo e gliricídia, além de atividades como a pasteurização de leite para o processo de fabricação de queijo de leite de cabra.
Um estudo realizado pelo pesquisador José Lincoln Araújo, da Embrapa Semiárido, revelou que as tecnologias introduzidas na propriedade ao longo do projeto produziram impactos sociais e econômicos significativos, proporcionando um aumento expressivo da renda agrícola na unidade produtiva estudada e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida da família.
De acordo com o estudo, o número de animais dos rebanhos caprino e ovino existentes no período de instalação do CAT triplicou após 6 anos de execução do projeto, passando de cerca de 100 cabeças para aproximadamente 300. Os animais comercializados antes da intervenção na propriedade eram bem jovens (3 a 4 meses) e pesavam em torno de 5kg – isso porque, no período de seca, não havia comida disponível para a alimentação de todo o rebanho. Atualmente, são vendidos cerca de 70 animais por ano, geralmente machos, com peso médio de 12kg, ao preço de R$ 120,00 cada animal, gerando uma renda anual de R$ 8.400,00 para os produtores.
Outro impacto econômico bastante significativo para a melhoria da renda na propriedade estudada foi a ampliação da produção do queijo de cabra, que passou de quatro para dez unidades diárias (600g), no período de maior lactação do plantel, e da produção de um para quatro unidades, no período de menor lactação. A atividade gera uma renda aproximada de R$ 3.000,00 mensais nos períodos com maior lactação e R$ 1.200,00 no período de menor lactação.
Ainda segundo o estudo, o comparativo do total da renda agrícola obtida antes e depois da introdução do CAT apresenta a ocorrência de um incremento superior a 200%. Antes da intervenção tecnológica, a renda não agrícola, que corresponde às aposentadorias rurais do casal de produtores, representava mais de dois terços da renda total da família, enquanto atualmente a renda agrícola supera a não agrícola.
Houve, ainda, melhoria no nível do bem-estar físico e social: a substituição da energia, antes proveniente de placa solar emprestada, por energia elétrica; a melhoria no padrão alimentar; e o aumento de bens de consumo, com a renovação de diversos eletrodomésticos, entre eles geladeira, máquina de lavar roupa, televisão etc. – todos sinais marcantes da recente melhora da qualidade de vida da família.
* Texto originalmente publicado na edição especial número 47 do Jornal do Semiárido, de janeiro de 2018 (ver aqui).
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