segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Material informa a composição do mel e as boas práticas na sua colheita

O mel é produzido pelas abelhas melíferas e abelhas sem ferrão a partir do néctar coletado nas flores. No processo, as abelhas acrescentam substâncias glandulares (enzimas), que possibilitam a modificação dos açúcares, e em seguida desidratam o néctar.

Foto: Marcelino Ribeiro
Como as abelhas visitam muitas plantas, há diferentes tipos de méis, mas em modo geral, os méis são ricos em açúcares (principalmente glicose e frutose),algumas vitaminas, sais minerais, ácidos orgânicos e pequena quantidade de aminoácidos.

Por ser usado como alimento, é essencial que o mel seja produzido de forma segura. Para não oferecer riscos à saúde dos consumidores, o produtor pode seguir às Boas Práticas de Fabricação (BPF).

As BPFs que devem ser feitas pelo coletor se baseiam em lavar muito bem as mãos em água corrente e sabão, utilizar touca,máscara e luvas cirúrgicas descartáveis. Além disso, o mel deve ser colhido em área fechada, para evitar exposição à poeira, pelos de animais ou qualquer outro tipo de sujeira e contaminações trazidas pelo vento ou pela exposição ao ar.

Para conhecer mais das boas práticas de fabricação acesse aqui o manual "Boas Práticas na Colheita de Mel de Abelhas sem Ferrão". O material faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Curso sobre produção de olerícolas destaca a melancia

A melancia é uma planta de crescimento rasteiro e com várias ramificações. Seu fácil manejo, em condições de irrigação ou de chuva, e o baixo custo de produção tem grande importância socioeconômica   no   Nordeste   brasileiro. A hortaliça é cultivada  principalmente  por pequenos  agricultores.

Foto: Marcelino Ribeiro
Algumas características climáticas como temperatura, luz e vento são levadas em conta para o plantio da melancia. O clima ameno e quente e a baixa umidade do ar, por exemplo, favorecem o desenvolvimento da cultura e a qualidade desses frutos.

A época de plantio varia de acordo com a região, pois as condições climáticas devem ser as mais favoráveis. Regiões de clima quente, como o Vale do São Francisco, conseguem plantar o ano todo utilizando a irrigação.

Outros atributos que colaboram no desenvolvimento das melancias são a escolha do solo e seu preparo e adubação. Um solo com boa drenagem e disponibilidade de nutrientes traz melhor produtividade para a cultura.

Mais informações sobre tratos culturais dessa hortaliça, como desbaste, polinização, irrigação, colheita e comercialização dos frutos, além dos distúrbios fisiológicos, principais pragas e doenças estão disponíveis aqui no material "Curso sobre manejo eficiente na produção de olerícolas - Cultura da Melancia". A publicação faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Manual dá dicas para cultivo de melão no Vale do São Francisco

O melão é uma fruta que tem grande proveito para o agronegócio do Vale do São Francisco, principalmente por apresentar uma boa relação custo/benefício num curto período de cultivo, e por ter participação significativa nas exportações de frutas frescas.

São vários os tipos de melão cultivados no Brasil: Amarelo, Pele de Sapo, Gália, Cantaloupe, Charlantais e Hony Dew. 
No Vale do São Francisco, o melão pode ser plantado durante todo o ano, mas para alcançar melhores preços no mercado, o melhor é cultivá-lo nos meses de novembro a abril, pois nos demais meses, o mercado é abastecido pelos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, maiores produtores de melão do país.

O método de irrigação mais indicado para essa cultura é o gotejamento, pois o uso de tubos gotejadores com emissores mais próximos, que permite a formação de um bulbo molhado. Dentre suas vantagens, destaca-se a racionalização da lâmina de água que, comparado ao sistema tradicional de irrigação, pode economizar cerca de 50% do uso da água.

O uso da irrigação por gotejamento possibilita ainda a fertirrigação (quando a adubação é feita através da água). Esse método tem a vantagem de permitir a melhor distribuição dos fertilizantes ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura, além de reduzir os custos com mão de obra.

Acesse aqui o "Cultivo do Meloeiro no Vale do São Francisco" para saber mais sobre o solo adequado, plantio, produção de mudas, assim como a adubação e o combate às plantas invasoras, pragas e doenças na cultura do melão. O manual de instruções técnicas faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Material ensina a cultivar orgânicos em sua propriedade

As verduras e legumes são importantes para a saúde. Ricas em vitaminas e sais minerais, elas não devem faltar à mesa. Para estimular o consumo destes alimentos, e quem sabe o aumento da renda familiar com a venda deles, a Embrapa Semiárido preparou um pequeno curso para a produção de hortas.


O material faz um roteiro pequeno e simples de como criar sua horta, que vai desde a classificação das hortaliças, até o processo de escolha das sementes a serem plantadas, que deve levar em conta a região e época de plantio, pois elas possuem características próprias para conseguirem se desenvolver.

Outro ponto importante é a localização da horta, que precisa de boa iluminação diurna, bom terreno, com proximidade da casa e de fontes de água para regar e capinar quando necessário.  Além disso, é importante pensar nas ferramentas necessárias para a manutenção da horta, como enxada, pá, adubos e outros materiais que podem ser vistos no curso.

O manual explica ainda o sistema de plantio das hortaliças, o solo adequado e sua preparação para garantir um bom desenvolvimento à planta, métodos de irrigação, assim como a produção de mudas, o transplantio e o cuidado com as pragas e doenças que também podem afetar a horta.

Para acompanhar mais informações e instruções específicas sobre o manejo adequado dessas plantações, acesse aqui o "Curso sobre hortas em cultivo orgânico", publicação que faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Apostila destaca atividades econômicas com caprinos e ovinos

A caprinocultura e a ovinocultura atuam com destaque no agronegócio brasileiro, e para consolidar esse papel relevante é necessário desenvolver e oferecer produtos de qualidade ao mercado, sendo os animais vivos ou em situação de itens já processados.
Foto: Marcelino Ribeiro
Para a segunda opção, o ideal é que seja usado para abate um animal saudável, com bom desenvolvimento corporal e jovem (entre 5 meses e 1 ano de idade) . Essa idade é a mais indicada pois nesse período a carne tem todas as qualidades de textura e sabor, sua carne se torna mais macia e suculenta, sem o tal "cheiro" de bode derivado de um hormônio do animal, que com o passar do tempo vai ficando mais forte.

 O transporte dos caprinos e ovinos deve ser feito em veículos que ofereçam conforto e segurança para os animais. Eles devem estar em jejum e descansar pelo menos 24 horas antes do abate. Para quem vai fazer todo o processo, é essencial a higiene pessoal e também dos equipamentos.

Os resíduos gerados durante ou pelo processo em geral devem ser mantidos em recipientes fechados e identificados, distante da área do processo, e devem ser descartadas diariamente.
  
A apostila traz ainda dicas do pós-abate, como a  conservação das carnes, armazenamento, rotulagem, e também dispõe de receitas com ingredientes e modo de preparo para quem quiser aprender a usar as carnes caprinas ou ovinas na produção de alimentos como almôndegas, linguiças, espeto, kibe e kafta (uma espécie de bolo de carne muito conhecida na culinária árabe).

Saiba mais sobre essas e outras informações aqui na apostila "Processamento de carnes de caprinos e ovinos". A publicação faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Pesquisador levanta questões sobre desgastes do Bioma Caatinga

A Caatinga ocupa uma área de aproximadamente 900.000 km², área que se estende desde estados do Nordeste até parte do norte de Minas Gerais. Essa vegetação tem grande adaptação a condições de aridez, mas sua exploração descontrolada com processos erosivos e queimadas a coloca no status de ecossistema menos preservado.

Foto: Marcelino Ribeiro
As regiões áridas possuem potencial suficiente para um desenvolvimento sustentável de suas populações, mas as atividades voltada para o desenvolvimento de sistemas pastoris tem levado solos e vegetação a um forte empobrecimento.

O engenheiro florestal da Embrapa Semiárido, Iêdo Bezerra Sá, realizou um curso na cidade de Remanso-BA para explicar e conscientizar produtores sobre a vegetação da Caatinga e seus processos de desertificação, abordando, por exemplo, a vegetação da caatinga e sua importância, o conceito e processos de desertificação nesta área, e ainda as atividades produtivas em comparação a desertificação.

Para ler e entender mais sobre o assunto, acesse aqui a publicação "Curso sobre Práticas de manejo e conservação dos solos: a vegetação da caatinga e os processos de desertificação",  texto que faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Pustumeira é indicada como boa opção para alimentar rebanhos

 A busca por forrageiras tolerantes à seca vem sendo estudada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Semiárido ao longo de sua atuação, pois durante muito tempo ela foi usada com a vegetação da Caatinga como meio de alimentar rebanhos.

Foto: Francisco Pinheiro de Araújo
Os pesquisadores da Embrapa Semiárido observaram que houve um grande esforço em desenvolver  ração para os rebanhos através de forrageiras como o capim-buffel e gramíneas exóticas. Mas o cultivo dessas espécies causou também um relevante desequilíbrio ecológico, como o desgaste das camadas superficiais dos solos e até o surgimento de pragas.
 
Avaliando um cultivo racional para essa prática, foi indicada a Pustumeira, que tem potencial forrageiro e aparece de forma espontânea na caatinga, além disso, a espécie consegue aproveitar de forma mais razoável os recursos disponíveis na região. Uma de suas importantes características é a resistência à seca.

As análises feitas em laboratório da Embrapa mostraram que a pustumeira possui expressivos valores nutritivos, como a proteína bruta. Ela é bem adaptada ao clima do Semiárido é capaz de ser cultivada nas áreas já desmatadas ou que estão em descanso, e pode ser consumida tanto diretamente pelos animais, como também nas formas de feno e silagem.

Para mais informações e instruções, acesse aqui a publicação "Pustumeira: Uma nova e boa opção forrageira para áreas de Sequeiro", que faz parte da série Lago de Conhecimentos, do Projeto Lago de Sobradinho.