quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Produtores de Sento Sé (BA) participam de curso de apicultura

Um grupo de 19 agricultores familiares do município de Sento Sé (BA) participaram, entre os meses de agosto e setembro, do módulo básico do Curso de Apicultura. A atividade é parte da programação do Projeto Lago de Sobradinho, uma parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que visa oferecer alternativas para melhorar a qualidade de vida dos produtores do entorno da Barragem de Sobradinho, na Bahia.

A capacitação integra o Plano de Ação 9, que visa fortalecer a cadeia produtiva do mel na região, tornando-a uma atividade sustentável. Para isso, o projeto leva aos produtores conhecimentos e materiais que possam contribuir com o desenvolvimento da apicultura e meliponicultura em suas propriedades. 

O curso foi dividido em duas etapas. Na primeira, foram ministradas aulas teóricas abordando questões como o histórico da apicultura, biologia da abelha (Apis), materiais de proteção, equipamentos utilizados, povoamento, instalação de apiário, manejo e produtos da colmeia (mel, pólem, própolis etc).
Já na segunda etapa, os produtores participaram, em uma fazenda do município, de uma aula prática de captura de enxame. Na ocasião, eles puderam observar todas as castas da colônia (operária, zangão e rainha), assim como a técnica de transferência do local de origem para a colmeia racional.
A capacitação teve como instrutores o engenheiro agrônomo José Fernandes Neto, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), e a professora Eva Mônica, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estudantes de Sento Sé cumprem estágio curricular na Embrapa Semiárido

Um grupo formado por 16 estudantes do Colégio Estadual 7 de Setembro, de Sento Sé (BA), cumpre o estágio curricular do curso técnico de agropecuária na Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE). Eles foram divididos entre as áreas de fruticultura, olericultura, nutrição animal, solos e nutrição de plantas, e permanecerão na empresa entre os meses de agosto e outubro deste ano. 

A participação dos alunos nas atividades da Embrapa foi possível graças a um convênio firmado com a Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia. Também é fruto de uma parceria entre o colégio e a empresa, que atuam juntas no Projeto Lago de Sobradinho.
Por meio desse projeto, a Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) têm levado à escola experiências com diversas tecnologias, como por exemplo o plantio irrigado de melão, que fazem com a participação dos estudantes. Também colaboraram na realização de uma grande feira organizada pelo colégio – a Expo7Show –, em que foram apresentadas aos alunos e à comunidade uma gama de tecnologias que podem ser adotadas pelos produtores da região.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ensiladeiras serão entregues em municípios do Projeto Lago de Sobradinho

A Embrapa Semiárido recebeu, neste mês de setembro, 10 conjuntos moto ensiladeiras adquiridas pelo Projeto Lago de Sobradinho. Em breve, eles serão entregues aos cinco municípios beneficiados por esta parceria entre a empresa e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).
Os conjuntos deverão atender às necessidades dos Campos de Aprendizagem Tecnológica (CATs) implantados pelo projeto para a demonstração participativa das tecnologias. Conforme a disponibilidade das máquinas e a viabilidade, poderão ainda ser utilizadas por produtores do entorno.
De acordo com o engenheiro agrônomo Sergio Guilherme Azevedo, que coordena as atividades do projeto, o uso das ensiladeiras vai possibilitar um maior aproveitamento das forragens produzidas e em uma maior velocidade, já que essas máquinas têm uma capacidade muito superior ao trabalho manual e aos equipamentos que alguns produtores da região possuem.
A aquisição das ensiladeiras faz parte do Plano de Ação 5, do Projeto Lago de Sobradinho, que visa incrementar a atividade de criação de ovinos, caprinos e bovinos na região através, entre outras coisas, da produção, conservação e armazenamento de forragens.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Associação vende quase 3 toneladas de peixes cultivados em tanques-rede no Lago de Sobradinho

Associados acreditam na piscicultura como fonte de renda
Em uma única despesca, neste mês de agosto, a Associação dos Criadores de Peixes de Sobradinho (Acripeixess), retirou quase três toneladas de tilápia dos tanques-rede do projeto que mantém com a Embrapa Semiárido e a Chesf. A renda gerada a partir da comercialização dos peixes, além de cobrir os gastos que tiveram até agora, servirá ainda para a compra de alevinos e ração para iniciar um novo cultivo.
“A ideia é que a gente consiga se autossustentar”, explica Neuraci de Jesus Silva, associada responsável pelas atividades da Acripeixess com o projeto Lago de Sobradinho. Com sua experiência, ela avalia que a atividade da piscicultura é bastante rentável. O que falta é um acordo entre os produtores para estabelecer uma tabela de preços mais justa.
Atualmente, os peixes grandes (acima de 1kg) são vendidos pela associação ao preço de R$ 5,00 o quilo. Os médios (cerca de 800 gramas) ficam por R$ 4,00 e os pequenos (em torno de 600 gramas) a R$ 2,80. Sobre esses valores, a associação dá ainda um desconto de 10% correspondente às vísceras.
Além do acompanhamento técnico oferecido pela Embrapa Semiárido e Chesf para aprimorar o manejo dos peixes em tanques-rede, o projeto também incentiva os associados a fazer o controle e monitoramento de todo o sistema de cultivo. O objetivo é que, ao final do projeto, eles sejam capazes de gerenciar o crescimento das unidades de produção, bem como o escoamento e a administração dos recursos financeiros.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Chesf e Embrapa Semiárido avaliam o Projeto Lago de Sobradinho

Reunião com dirigentes e técnicos na Embrapa Semiárido
Dois anos e meio depois de iniciado, o projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA” vai precisar refazer várias das áreas demonstrativas que foram afetadas pela seca desse ano (2012). A escassez de chuvas dizimou os plantios e sequer preservou os campos onde cresciam as forrageiras cultivadas nos anos de 2010 e 2011: ainda pouco crescidas, foram transformadas em pasto pelos agricultores porque era a pouca forragem que tinham para oferecer aos seus rebanhos.

Apesar disso, os dirigentes e técnicos das duas instituições que coordenam a execução do projeto (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf e Embrapa Semiárido) apostam na solidez dos vínculos estabelecidos com os agricultores, prefeituras e órgãos governamentais, para intensificar as ações de transferência de tecnologias no próximo período chuvoso da região.

Estratégias - No dia 28/06, os dirigentes e técnicos das duas instituições passaram a manhã e a tarde reunidos na sede do Centro de Pesquisa, em Petrolina (PE), avaliando um por um, os 14 Planos de Ação (PA) que compõem o projeto. Se a estiagem afetou as atividades do PA 05 – incremento da criação pecuária – e do PA 10 – sistemas de produção diversificados com cultivos alimentares (milho, feijão-caupi e mandioca) – outros planos geram informações fundamentais ao projeto e aos produtores.

De acordo com o pesquisador Rebert Coelho Correia, uma das equipes do projeto concluiu, recentemente, o estudo de cadeia produtiva da caprino-ovinocultura (PA 12). Outras duas estão prestes a terminar a do mel (PA 11) e do surubim e outros pescados (PA 13).

Estas atividades já possuem grande expressão econômica e social nas áreas rurais e urbanas de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho. As conclusões dos estudos vão ser essenciais para se consolidar, nos próximos passos do projeto, estratégias produtivas, ambientais e institucionais para o desenvolvimento sustentável dos municípios instalados na borda do lago, formado pela barragem de Sobradinho, na Bahia, afirma Rebert Correia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Produções de melão e cebola duplicam com tecnologias da Embrapa


Uma safra de melão, cultivado com recursos técnicos pesquisados na Embrapa Semiárido, foi o bastante para seu Edvaldo Barbosa da Silva retomar o gosto pela agricultura. A colheita de mais de 41 t/ha, bem acima das 15 t/ha que costumava colher em sua propriedade em Novo São Gonsalo, zona rural de Sobradinho (BA), fez com que abandonasse o desejo de arrendar a sua propriedade, desestimulado que estava com os prejuízos que vinha acumulando ano a ano.
 
Com ânimo parecido está o agricultor Damião Edimilson Gomes, do Sítio Chapadinha, também em Sobradinho (BA). Na sua propriedade, com a colheita ainda em andamento, ele já contava acondicionar toda a produção da cebola em mais de 900 sacos/ha. Para quem tirava da sua roça “uns” 500 sacos, ver essa quantidade quase que duplicada é um resultado e tanto.
 
Para alcançar essas boas safras, Edvaldo e Damião levaram para suas propriedades inovações técnicas e práticas de manejo – a exemplo de irrigação por gotejamento, fertirrigação e adubação com base em análise do solo – num trabalho experimental de transferência de tecnologia patrocinado pela Embrapa Semiárido e a Chesf.
 
Os resultados alcançados animaram os dois agricultores a expandirem suas áreas de plantio. Por sua vez, as instituições recorrem a eles para realizar treinamentos e cursos que estimulem outros agricultores dos municípios onde Embrapa e Chesf executam o projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA”.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Associação faz primeira seleção de peixes por tamanho em tanques-rede do Projeto Lago de Sobradinho

Associado da Boa Pesca faz repicagem de peixes
A associação Boa Pesca, localizada no município de Sobradinho (BA), é uma das beneficiadas com o plano de incentivo à piscicultura, que faz parte do Projeto Lago de Sobradinho. Realizado pela Embrapa Semiárido e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o projeto oferece acompanhamento de técnicos e pesquisadores para que o cultivo de peixes seja desenvolvido de forma adequada.

Dois meses após receber os alevinos de tilápia, a associação Boa Pesca realizou a primeira repicagem, ou seja, a seleção de peixes conforme o crescimento que eles apresentaram. “O objetivo é separar os peixes por tamanho – pequeno, médio e grande – para que cresçam de forma homogênea em tanques-redes separados”, explica a pesquisadora da Embrapa Semiárido Daniela Campeche.

De acordo com Campeche, as tilápias crescem de forma heterogênea, e se essa atividade não for feita, os peixes pequenos vão ficar sempre pequenos, e os grandes sempre grandes – estes comendo maior quantidade da ração e não dando oportunidade para que os menores comam. “Isso prejudica na hora de vender, porque eles não terão um tamanho homogêneo”, complementa.

Na atividade de repicagem, os associados da Boa Pesca separaram quase 10 mil peixes. Destes, cerca de 10% eram grandes – chamados popularmente de “cabeceira” –, 60% eram médios e 30% pequenos – conhecidos como “rabeira”.  Agora eles devem crescer por mais 60 dias até que se faça uma outra e última repicagem.