O projeto Lago de Sobradinho, financiado pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e desenvolvido pela Embrapa Semiárido com o apoio da Prefeitura Municipal de Casa Nova, vem atendendo e beneficiando centenas de famílias da zona rural do município. O objetivo do projeto é promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais do entorno da Barragem de Sobradinho.
Através dos Campos de Aprendizagem Tecnológica (CATs) são oferecidas orientações sobre o trabalho com culturas alimentares, fruteiras de sequeiro, espécies forrageiras, hortaliças, apicultura e meliponicultura. “Esse projeto é diferente de outros projetos que passaram em Casa Nova. Ele não chega só com as informações, chega com o produto, com a tecnologia”, explica Clebio da Silva Santos, técnico e articulador do projeto Lago de Sobradinho em Casa Nova.
Em cada Campos de Aprendizagem Tecnológica existe uma unidade modelo, na qual as famílias beneficiadas pelo programa participam do Dia de Campo.” No Dia de Campo nós mostramos à comunidade como as tecnologias estão sendo empregadas, para que isso sirva de modelo e traga benefício para ela”, ressaltou Clebio.
Para ajudar no andamento do projeto, a Prefeitura de Casa Nova disponibilizou uma sala, para implantação da parte de escritório, e um técnico, para acompanhar todas as atividade. Além disso, o prefeito Wilson Cota, através da Secretaria Municipal de Agricultura, vem se empenhando para o desenvolvimento do projeto Lago de Sobradinho em Casa Nova. De acordo com Clebio Silva, o projeto tem previsão de encerramento para 2015 podendo ser estendido até 2020. “Tenho certeza que ficará uma semente plantada em Casa Nova”.
Emerson Rocha Ascom Prefeitura Municipal de Casa Nova Fotos: Arquivo do projeto
segunda-feira, 20 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Feno de planta nativa: garantia de boa forragem no período seco
| Agricultores em dia-de-campo sobre feno de planta nativa |
Uma tarefa que os criadores do semiárido precisam encarar com urgência é o armazenamento de forragem para garantir o alimento do rebanho no próximo período de seca, entre os meses de maio a dezembro . Se não tiver planta cultivada em sua propriedade, basta procurar em meio à caatinga espécies nativas que naturalmente já são consumidas pelos animais, e fazer feno com as folhas e os galhos mais finos.
Esta orientação tem sido adotada por técnicos da Embrapa Semiárido que atuam no projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA”, executado em conjunto com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF).
Em dois dias de campo realizados em comunidades rurais dos municípios de Remanso e de Casa Nova, os técnicos demonstraram a técnica de produzir feno com material vegetal de duas plantas nativas – favela e maniçoba – que possuem ampla distribuição pelos estados da região Nordeste. As duas, apesar do registro de chuvas abaixo da média histórica, rebrotaram suas folhas e crescem verdinhas na caatinga.
Os dois eventos reuniram 40 agricultores.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Projeto apoia apicultores
O manejo alimentar de abelhas na seca é uma das iniciativas de transferência de tecnologias do projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA”, em execução pela Embrapa Semiárido e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), nos municípios baianos de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho.
Com recursos desse projeto já foram distribuídas, a apicultores da região, 300 caixas para criação de abelhas com ferrão e outras 300 para as sem ferrão. Os beneficiados também receberam acessórios (macacões, cera alveolada, espátulas, fumigadores etc) necessários ao desenvolvimento da atividade. Este trabalho é coordenado pela pesquisadora Márcia Ribeiro, da Embrapa Semiárido, e a professora Eva Mônica, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
As duas instituições patrocinam a realização de um estudo da cadeia produtiva da apicultura e também da meliponicultura (abelhas sem ferrão). Essas atividades têm adquirido expressão econômica, principalmente ao gerar renda para agricultores familiares. Entretanto, com frequência, o manejo das colmeias ainda é inadequado e não padronizado entre os apicultores em diversos locais.
Com recursos desse projeto já foram distribuídas, a apicultores da região, 300 caixas para criação de abelhas com ferrão e outras 300 para as sem ferrão. Os beneficiados também receberam acessórios (macacões, cera alveolada, espátulas, fumigadores etc) necessários ao desenvolvimento da atividade. Este trabalho é coordenado pela pesquisadora Márcia Ribeiro, da Embrapa Semiárido, e a professora Eva Mônica, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
As duas instituições patrocinam a realização de um estudo da cadeia produtiva da apicultura e também da meliponicultura (abelhas sem ferrão). Essas atividades têm adquirido expressão econômica, principalmente ao gerar renda para agricultores familiares. Entretanto, com frequência, o manejo das colmeias ainda é inadequado e não padronizado entre os apicultores em diversos locais.
Na seca, ração balanceada impede abelhas de abandonar colmeias
De acordo com o engenheiro agrônomo José Fernandes Neto, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), nos meses de estiagem é mais vantagem, para quem possui apiário, fornecer água de forma permanente, investir na aquisição de ingredientes e preparar a ração para suas colônias do que deixar que abandonem as caixas.
Floradas - Quando vão embora, o trabalho do apicultor redobra: terá que empreender buscas para capturar novos enxames e providenciar a limpeza das caixas onde as abelhas serão repovoadas. Isso é quase que recomeçar a criação do zero, explica o técnico da EBDA.
Isso, sem contar com um custo muito maior na compra de cera alveolada para preparar as colmeias que irão abrigar os enxames. O valor seria de R$ 30,00/Kg, que daria para colocar em, no máximo, 02 colméias.
“É um prejuízo bem maior do que teria ao investir na ração balanceada”, afirma.
Quando as caixas estão povoadas, o apicultor já consegue colher o mel um mês depois do inicio das chuvas, nas primeiras floradas das plantas da caatinga. Contudo, se ficam vazias, por vezes, vai ser preciso esperar, no mínimo, 03 meses até regularizar a produção de mel.
Conviver com ambiente de pesquisa ajuda na formação de estudantes
De que é capaz um estágio? Para o estudante Fabrício Moura dos Santos, pode levar à descoberta de um sentido para o curso de Técnico Agrícola que está por concluir e perceber a oportunidade de dar novo rumo para a sua vida.
Aluno do Colégio Estadual Sete de Setembro, em Sento Sé (BA), chegou a convicções como essas no tempo que passou na Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), percorrendo laboratórios, bibliotecas, áreas experimentais e participando de ações de transferência de tecnologias junto a agricultores.
Pouco mais de um mês distante da sala de aula, convivendo com o ambiente da pesquisa, e os assuntos dos livros ganharam significados que, para ele, levam à boa formação profissional e a opções de trabalho mais interessantes.
Aluno do Colégio Estadual Sete de Setembro, em Sento Sé (BA), chegou a convicções como essas no tempo que passou na Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), percorrendo laboratórios, bibliotecas, áreas experimentais e participando de ações de transferência de tecnologias junto a agricultores.
Pouco mais de um mês distante da sala de aula, convivendo com o ambiente da pesquisa, e os assuntos dos livros ganharam significados que, para ele, levam à boa formação profissional e a opções de trabalho mais interessantes.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Cultivo de cebola com irrigação por gotejamento anima produtores do Nordeste
A perspectiva de alta produtividade com redução de custos está
animando produtores de cebola do sertão do Nordeste. Com a
introdução de técnicas acessíveis, como a irrigação por
gotejamento e a fertirrigação, os resultados são bastante
superiores aos alcançados pelos sistemas tradicionais de cultivo na
região.
Na
área do produtor Neuwilton
de Sousa, no
Distrito de Bem Bom, em Casa Nova (BA), a implantação deste sistema
resultou em um rendimento de quase 500%, em quatro meses de cultivo.
Com o custo de produção em torno de R$ 11.000,00 por hectare, o
retorno chegou a R$ 5,70 para cada real investido.
Esse cultivo funciona como um Campo de Aprendizagem Tecnológica
(CAT) do Projeto Lago de Sobradinho. Nele, a Embrapa Semiárido
oferece a parte técnica, fazendo a implantação do sistema de
irrigação e o acompanhamento do cultivo, com financiamento da
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e apoio de um
técnico cedido pela Prefeitura Municipal de Casa Nova. Já o
produtor participa com a área, a energia elétrica e a mão de obra,
e em troca fica com a produção.
“O
sistema permanece nessa propriedade durante um ano, e a proposta é
que, com a venda da produção, o agricultor adquira seu próprio
sistema”, explica o coordenador do Projeto Sergio Azevedo, da
Embrapa Semiárido. Mas o objetivo principal é fazer desta
experiência um veículo multiplicador das tecnologias para a região.
Demonstração
– Os bons resultados alcançados com o cultivo de cebola na
propriedade do Sr. Neuwilton foram demonstrados para mais de 120
produtores da região, que participaram de um Dia de Campo. Na
oportunidade, os pesquisadores da Embrapa Semiárido Nivaldo Duarte,
José Maria Pinto e Jony Eishi Yuri apresentaram informações sobre
o manejo da cultura, da irrigação e nutrição aplicados no
cultivo.
De
acordo com os pesquisadores, são muitas as vantagens deste sistema
de produção de cebola, em comparação com a irrigação
tradicionalmente utilizada na região. Entre elas está a
economia de água, que gira em torno de 50%, a de fertilizantes, em
80%, e de mão de obra, em 30%. Isso representa um menor custo de
produção, que, aliado à melhor qualidade e rendimento comercial
dos bulbos, tem como consequência uma maior lucratividade para o
produtor.
Participando
do Dia de Campo, o agricultor Josivan Pereira da Silva identificou
ainda outra vantagem: a facilidade na execução das atividades.
“Esse sistema é bom demais, e fica melhor pra gente, porque o
trabalho na enxada é muito duro”, avalia. Ele cultiva cebola com o
sistema de irrigação por sulco, e já se diz animado para adotar a
nova alternativa.
A
satisfação do Sr. Neuwilton também é prova de que o sistema é
promissor: “Esse trabalho aqui é maravilhoso, tenho certeza que se
alguém de vocês participar nunca vai se arrepender”, declarou. No
entanto, os pesquisadores ressaltam que os bons resultados só foram
obtidos graças ao grande esforço e dedicação do produtor.
Resultados
– Quem também se animou com os resultados do cultivo foram os
financiadores do Projeto Lago de Sobradinho. O Assessor de Gestão de
Projetos Sociais para as Comunidades da Chesf, Ivaldo de Oliveira, se
disse feliz em ver tanta gente disposta a mudar. “Nós sabemos que
dá para melhorar a situação desses municípios, se fizermos a
coisa certa. Com o ganho de produção, o Senhor Neuwilton vai
conseguir comprar um sistema desse pra ele, então ele vai passar a
produzir anualmente mais do que produzia antes, e consequentemente
vai ter uma condição de vida melhor. É isso o que a gente espera
com o projeto”, declara.
Para
o administrador do convênio pela Chesf, Rodolfo de Sá Cavalcanti, o
Dia de Campo é uma oportunidade singular de repassar aos produtores,
através de uma “aula a céu aberto”, tecnologias que, se
utilizadas, propiciam mais economia no sistema de cultivo e
produtividade por hectare cultivado.
Representando
a Embrapa Semiárido, o pesquisador Rebert Coelho também declarou
ser gratificante esse projeto, “porque nos permitiu tirar muitas
tecnologias dos Campos Experimentais e trazer para os produtores, que
são os principais usuários dos trabalhos que nós desenvolvemos”.
Mais
informações:
Sergio Azevedo – Coordenador do Projeto Lago de
Sobradinho
sergio@cpatsa.embrapa.br
Fernanda Birolo - Jornalista (MTb/AC 81)
fernanda.birolo@cpatsa.embrapa.br
Marcelino Ribeiro - Jornalista
(MTb/BA 1127)
marcelrn@cpatsa.embrapa.br
Embrapa Semiárido – (87) 3866-3734
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
2ª edição da Expo7Show é lançada em Sento Sé (BA)
A
feira de agropecuária que movimentou o município de Sento Sé (BA)
no ano passado terá uma nova edição em 2012, entre os dias 7 e 9
de novembro. O lançamento da Expo7Show aconteceu no dia 13 de
setembro, na Câmara de Vereadores do município, contando com a
presença de estudantes, professores, produtores, representantes de
associações e empresários.
O objetivo
do evento é contribuir com os produtores agropecuários, artesãos,
empresários e alunos para tornar mais eficientes os sistemas de
produção explorados no município, por meio da disseminação de
tecnologias disponíveis.
Organizada
pelo Colégio Estadual Sete de Setembro, a feira envolve a
participação de todos, desde a direção e professores até alunos
e colaboradores. Também é apoiada pela Embrapa Semiárido e
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) que, juntas,
realizam na escola atividades do projeto Lago de Sobradinho. Conta
ainda com a parceria do Sebrae, da Associação Velas do São
Francisco e da Cooperativa dos Produtores de Cebola de Sento Sé.
Na
primeira edição, realizada em novembro de 2011, mais de mil pessoas
passaram pela feira. “A
grande repercussão municipal e regional nos impulsionou a dar
continuidade a esse grandioso evento, considerado importante por
todos que realizaram, visitaram e contribuíram para o seu
desenvolvimento”, afirma Adébora Almeida, diretora do colégio.
Preparação
– A exposição das tecnologias na área aberta da escola é
elaborada pelos estudantes dos cursos técnicos de
Agropecuária e Agronegócio,
que, acompanhados pelos professores, pesquisam, fazem os plantios,
montam as maquetes e os equipamentos, e se preparam para oferecer
explicações aos visitantes.
Na área também são apresentados trabalhos realizados pela
comunidade, associações, cooperativas, sindicatos e ONGs, visando à
divulgação do potencial científico, artístico, criativo e
empreendedor dos participantes.
Durante a programação serão
oferecidos mini-cursos, oficinas e palestras, ministrados por
técnicos e pesquisadores da Embrapa Semiárido e outras instituições
parceiras, capacitando alunos e produtores rurais em diversas áreas
da produção agrícola.
A feira deve atrair os diversos
segmentos do agronegócio do município, como lideranças de
produtores rurais, associações, cooperativas, técnicos,
pesquisadores e instituições públicas e privadas, além de
estudantes e da comunidade local.
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