segunda-feira, 20 de abril de 2015
Treinamento prepara criadores para controlar doenças nos rebanhos ovinos e caprinos
domingo, 21 de dezembro de 2014
Palestras reúnem agricultores, técnicos, pesquisadores e professores empenhados em fortalecer agricultura familiar
| Semana de palestras reuniu grande assistência nos municípios localizados no entorno da Barragem de Sobradinho. |
Nem
o calor sufocante dentro das salas de aula, algumas delas com mais de 70
pessoas, foi capaz de esfriar a interação de agricultores (as), pesquisadores,
professores e técnicos durante as palestras que marcaram as atividades de
comemoração do Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) nos cinco
municípios localizados às margens do lago formado pela Barragem de Sobradinho:
Pilão Arcado, Remanso, Casa Nova, Sobradinho e Sento Sé.
De
cidade em cidade, num roteiro itinerante que atravessou toda a semana de 10 a
14 de novembro, surpreendeu o número de inscritos às palestras programadas
dentre quatro temas importantes para a agricultura e o desenvolvimento
regional: produção animal e cultivos alimentares, agricultura em área irrigada
e código florestal, fruteiras nativas e beneficiamento, e apicultura e
meliponicultura.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Agricultores participam de palestras no entorno do Lago de Sobradinho
"Sou muito acreditado da agricultura", confessa seu Osmar Ferreira
Campos, o Gringo, na saída das palestras sobre Produção Animal e
Cultivos Alimentares no auditório da Secretaria Municipal de Educação,
em Pilão Arcado (BA). Carregando uma bolsa contendo embalagens de
pequenas quantidades de sementes - de feijão, de sorgo, melancia
forrageira -, duas estacas de gliricídia e publicações técnicas
elaboradas por pesquisadores da Embrapa Semiárido e da Universidade
Federal do Vale do São Francisco (Univasf), ele afirma a vantagem que é
participar de "cursos" que oferecem alternativas para melhorar a
produção na roça.
Foi participando de "uns cursos" na Paróquia, na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) que se sentiu despertado para adotar outros manejos, além daqueles aprendidos com o seu avô no Caldeirão de Zé Ferreira, zona rural do município de Pilão Arcado (BA). Em especial, a preparação para passar longo período de seca na sua região.
Nas chuvas, conta ele, nunca deixou o hábito do cultivo de mandioca, feijão, melancia, abóbora. Os bodes, os porcos e as galinhas abastecem a família de comida e, mesmo, alguma renda. Contudo, sem estar "bem preparado", a seca fazia passar por muitas dificuldades. Mas vieram os cursos, e "de uns tempos para cá, a gente vem se planejando", cultivando palma e leucena para garantir o sustento do rebanho. "Acho que depois dos cursos a gente tem é crescido o criatório", afirma o agricultor.
Foi participando de "uns cursos" na Paróquia, na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) que se sentiu despertado para adotar outros manejos, além daqueles aprendidos com o seu avô no Caldeirão de Zé Ferreira, zona rural do município de Pilão Arcado (BA). Em especial, a preparação para passar longo período de seca na sua região.
Nas chuvas, conta ele, nunca deixou o hábito do cultivo de mandioca, feijão, melancia, abóbora. Os bodes, os porcos e as galinhas abastecem a família de comida e, mesmo, alguma renda. Contudo, sem estar "bem preparado", a seca fazia passar por muitas dificuldades. Mas vieram os cursos, e "de uns tempos para cá, a gente vem se planejando", cultivando palma e leucena para garantir o sustento do rebanho. "Acho que depois dos cursos a gente tem é crescido o criatório", afirma o agricultor.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Semana Itinerante divulga tecnologias de convivência com o Semiárido
Começa
dia 10 (segunda-feira), em Pilão Arcado (BA), e se estende até dia 14 de
novembro (sexta-feira), em Sento Sé (BA), as comemorações do Ano Internacional
da Agricultura Familiar programadas pela Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro
Elétrica do São Francisco (CHESF) nos municípios localizados às margens do lago
formado pela Barragem de Sobradinho, no rio São Francisco. Os eventos
acontecem, na sequência, em Remanso (11), Casa Nova (12) e Sobradinho (13).
Em
cada cidade, as duas instituições “desembarcam” uma equipe composta por 25
pesquisadores, professores e técnicos, especialistas em quatro temas de
importância econômica e agrícola nessa região: produção animal e cultivos
alimentares, agricultura em área irrigada e código florestal, fruteiras nativas
e beneficiamento, e apicultura e meliponicultura. Os temas serão desdobrados em
16 palestras que acontecerão diariamente e de forma simultânea.
domingo, 2 de novembro de 2014
Cuidar de abelha na seca melhora a renda no “inverno”
![]() |
| Agricultor mostra bebedouro instalado em seu apiário |
A seca cobra dedicação e gosto para descobrir
jeitos de ir passando pelas estiagens, ano após ano, cada vez menos aperreado.
E pra fazer render a labuta na roça, quando as fontes de água estão vazias e
nem uma folha verde à vista em léguas e léguas de terra, precisa de trabalho
duro e, claro, de uma cienciazinha. José Ricardo, residente da comunidade da
Melosa que o diga.
Vivente da cidade de Remanso (BA), marceneiro de
profissão, boa praça, um dia se encantou pela criação de abelhas e lá se foi a construir
caixas e instalar apiários em algum canto de caatinga nas propriedades de
amigos. No “inverno”, como se refere ao tempo das chuvas na região, pólen,
néctar e água não faltam em meio à vegetação nativa.
Na seca? Ah!! Aí tem que se desdobrar pra não
perder as colônias. Em cima da sua moto, não foi só uma ou duas ou três vezes
que correu trecho com um objetivo inusitado: galões de água na garupa,
percorria um a um os apiários para matar a sede das abelhas; junto, carregava
porções de ração, a fim de garantir a permanência desses pequenos insetos nas
caixas que talhou com tanto zelo.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Dia de campo promove técnicas para aumentar produtividade de cebola
Os bons
resultados são frutos da cooperação entre o agricultor e pesquisadores da
Embrapa Semiárido e da CHESF. Amanhã, 10 de setembro, promovem um dia de campo
para apresentar a outros agricultores da região as técnicas e manejos
empregados nesses plantios e que alcançaram produtividades tão elevadas.
O evento
integra as atividades de transferência de tecnologias previstas pela coordenação
do Projeto Lago de Sobradinho para as comunidades rurais dos municípios baianos
de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho, no Submédio do vale
do rio São Francisco. Na programação, além dos pesquisadores, seu Jorge Souza
explica aos agricultores as inovações que passou a usar nos plantios de cebola
e o quanto melhorou a produção, simplificou o manejo da cultura e barateou os
seus custos.
Nesses
municípios a cebola é uma das hortaliças de maior expressão econômica nos
plantios irrigados. De maneira geral, os plantios ocorrem sob uso intensivo de
agrotóxicos e aplicação de água em excesso.
Em áreas
como a de Seu Jorge, os pesquisadores da Embrapa Semiárido fazem demonstrações
de práticas conservacionistas que combinam a redução de volumes de água para
irrigação, manejo de solo e aplicação de nutrientes e de defensivos. Com elas,
conseguem reduzir custos de produção sem comprometer a produtividade. Com isso,
alcançam dois objetivos do Projeto: melhoria na qualidade de vida dos agricultores
e de suas famílias, além de evitar danos ao meio ambiente.
Conjunto - O
Projeto Lago de Sobradinho, executado pelo centro de pesquisa com recursos
financiados pela CHESF, é composto por 14 Planos de Ação (PAs). No conjunto, possuem
metas de incentivar a apropriação pelos agricultores de inovações para os cultivos
agrícolas mais importantes na região: hortaliças, fruteiras nativas, abelhas,
caprinos, ovinos, bovinos, peixes, etc. Além de iniciativas focadas na
agregação de valor à produção leiteira, processamento de frutas, de carnes e de
peixes, e de mel.
O Projeto
"Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do
território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA" começou a ser
executado no ano de 2005. Até o seu término no ano de 2016, pretende
beneficiar, direta e indiretamente, mais de 9.000 agricultores, numa região que
soma 18.171 estabelecimentos agropecuários.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
O cultivador de confiança
Série Perfil Jornalístico
| O agricultor José de Lima (à esquerda) com o técnico Clébio Silva (à direita) |
Apesar
do sol a pino e o calor intenso, os sinais na paisagem davam pistas de um bom
inverno: as árvores com folhas de um verde intenso e o chão, coberto de
arbustos. Por vezes, os solavancos da estrada, as freadas bruscas, interrompem
com os sustos, a contemplação.
Seguimos
pelos caminhos do interior do município de Casa Nova (BA), onde curvas, retas e
bifurcações aos montes, provocam a sensação de estar perdido ou fora de
localização, na Caatinga. Não é para qualquer um embrenhar-se por essas
direções e encontrar sítios em locais tão diferentes quanto distantes uns dos
outros, não é tarefa fácil.
Pois
bem, quando o técnico agrícola Clébio Silva, que é funcionário da Prefeitura
Municipal de Casa Nova, se enfurna por aí, seus amigos dizem brincando: nem com
equipamentos eletrônicos como o GPS (sigla em inglês para Sistema de
Posicionamento Global) é possível encontrá-lo.
E
por conhecer tanto, ele já andou foi muito, pelo menos “uns” 100 mil
quilômetros, desde 2009, quando passou a atuar junto ao Projeto Lago de
Sobradinho, e empolgado pelo método de trabalho.
“Não só
dizemos que uma tecnologia é boa, a gente diz e faz com que os agricultores
tenham a experiência prática” fornecendo, por meio do Projeto, os produtos para
ele implantar as tecnologias dentro da propriedade ou na comunidade. “Isto
deixa o agricultor motivado para participar”, afirmou.
| Clébio Silva está contente com os benefícios do Projeto |
Inovações
- No caminho para o povoado de Canoinha, onde iria entrevistar o
agricultor Anísio Ribeiro, ouço um Clébio impressionado com os benefícios das
técnicas e do manejo pesquisados na Embrapa Semiárido sobre as atividades
agrícolas nas áreas de sequeiro e irrigadas.
Fala
da implantação de gliricídia na propriedade de seu Luiz Maranhão, no distrito
de Bem Bom e que passou a dispor de uma fonte de proteína para alimentar seu
rebanho de vaca leiteira e tornou desnecessário gastar seus recursos para
comprar torta de algodão. Enfatiza,
também, os resultados que puderam ser vistos pelos próprios agricultores em
plantios de cebola separados apenas por uma cerca e algumas inovações como a
aplicação simultânea de água e fertilizantes por meio de um sistema de
irrigação por gotejamento.
“Mostramos
que reduzimos água, mão-de-obra, custo de produção e tivemos mais lucro. A
‘cebola do Projeto’ mostrou uma qualidade maior e chegou a ser comercializada a
R$ 11 a saca de 20 kg, enquanto os agricultores vizinhos conseguiram, pela
mesma quantidade e no mesmo período, apenas R$ 8”.
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